Mesmo sem estrutura, Lucas Pocay exige laudo de especialista dos servidores

Com a atual estrutura de saúde disponível no municipio, uma consulta com especialista em determinadas áreas tem demorado até 2 anos.
Mesmo sabendo dessa deficiencia, um decreto editado pelo prefeito municipal Lucas Pocay Alves da Silva tem motivado a cobrança de laudos emitidos por médico especialista, para funcionários do grupo de risco para a Covid-19, que foram afastados de suas funções no inicio da pandemia.
Indignada com essa situação, uma servidora fez um desabafo em um aplicativo de mensagem. Segunda a servidora, essa cobrança é desumana e tem obrigado os servidores a recorrer a médicos particulares, com consultas que chegam a 350 reais, fora os exames.

“Oi gente, sou funcionária pública municipal a mais de 5 anos, sei que aqui não é lugar pra fazer esse tipo de desabafo, mas aproveitando que tem vereadores, candidatos e afins no grupo, quero deixar um relato de algo desagradável que está acontecendo com os servidores que estão afastados por causa da pandemia que tem comorbidade tipo hipertensão arterial, diabetes, asma. Nós não ganhamos nenhuma fortuna, eu por exemplo não tenho condições de pagar um convênio médico desses bons aí, portanto faço meus tratamentos todos via SUS, e SUS VCS SABEM td demora, aí o sr prefeito muda o decreto e nos pede para levar laudo médico de ESPECIALISTA na doença que faz eu me enquadrar no grupo de risco, eu, sortuda pra caramba, sou diabética e hipertensa, portanto preciso de laudo de endocrinologista e cardiologista, mas no SUS, uma consulta com esses especialistas demora de 2 a 6 meses para conseguir marcar, ai eu me pergunto: que é que eu vou fazer?
Então fica aqui o pedido não só da funcionária pública municipal mas também da munícipe para que os nobres candidatos e os ja então vereadores tratem a saude dos cidadãos com mais carinho. Nem todos podem pagar por uma consulta, nem todos podem pagar por exames. Se vcs nao cuidarem, logo nao terão tantos eleitores quanto pretendem. A população esta morrendo e não é de covid não, é de descaso com a saude pública mesmo.”